terça-feira, setembro 25, 2007

Espancar ou não espancar? - eis a questão

Tenho uma amiga chamada Mónica. Mas que tem isso a ver com o novo e interessantíssimo novo post? Pois bem, passo a explicar. Tenho uma amiga chamada Mónica que me tem irritado profundamente. E a pergunta que faço é: é legítimo bater nas mulheres?
Posto de lado a introdução bestial, falo sério, pois tenho-me interrogado seriamente sobre o assunto. Desde há séculos vivemos num misto de tabu e prática geral que é o espancamento casual da mulher, mas a coisa, ultimamente em especial, tem sido bastante marginalizada. Mas será que é assim tão mau bater nas mulheres? Será a palmada algo de errado? (e não falo da palmada no sentido positivo do "TRÁS TRÁS QUEM É O TEU PAPA?". Essa é claramente positiva a todos os sentidos). E agora complico que é para os puritanos dos bons costumes (os de bater na mulher regularmente) e para os modernistas(os que dizem o contrário) não me arreliarem com respostas parvas. Não falo da pancadaria gratuita que a mulher desculpa com a queda de escadas quando na verdade tem menos dois membros. Falo de uma bela e fria estalada, ou arrisco, um murro.

Ps. reparem que escrevi novo interessantíssimo novo post de propósito só porque sou cool...

sábado, julho 28, 2007

Homens ou Animais?

Descobri há dias, que até há relativamente pouco tempo, co-habituavam com os homens, uma outra espécie humanoide (não sei se utilizo os termos correctos). Trata-se de uma outra raça de homens! Não de um tom de pele diferente, não de culturas diferentes, mas de uma outra raça de homens! Como os gorilas são para o chimpanzés. Ora, a minha pergunta é esta: Esses seres, eram homens ou animais?

ps- http://news.nationalgeographic.com/news/2004/10/1027_041027_homo_floresiensis.html

quarta-feira, maio 23, 2007

Homossexualidade

Se calhar isto é uma questão um pouco fútil, mas pus-me a pensar nisto hoje e já agora produzo alguma coisa:

Porque é que a homossexualidade entre as mulheres é tido como relativamente aceitável e em alguns casos aconselhada (grandas malucas!) enquanto que entre os homens é tida como absolutamente asquerosa? Terá algum fundamento existêncial, isto é, algo na nossa biologia que o designe, ou será apenas e puramente um preconceito?

Para mim, surge-me quase como que evidente que é preconceito. Não há nada na homossexualidade que faça mais sentido nas mulheres do que nos homens. Vejamos até o caso da Antiga Atenas onde a homossexualidade era o normal e comum entre os homens e algo estranho entre as mulheres.

sexta-feira, maio 04, 2007

A um Moribundo

"Não tenhas medo, não! Tranquilamente,
Como adormece a noite pelo Outono,
Fecha os teus olhos, simples, docemente,
Como, à tarde, uma pomba que tem sono...

A cabeça reclina levemente
E os braços deixa-os ir ao abandono,
Como tombam, arfando, ao sol poente,
As asas de uma pomba que tem sono...

O que há depois? Depois?... O azul dos céus?
Um outro mundo? O eterno nada? Deus?
Um abismo? Um castigo? Uma guarida?

Que importa? Que te importa, ó moribundo?
- Seja o que for, será melhor que o mundo!
Tudo será melhor do que esta vida!..."
Florbela Espanca

terça-feira, maio 01, 2007

A moral de um Líder

Após ter revisto o filme 300 (grande filme! espectacular mesmo!) uma dúvida surgiu-me. Para quem não sabe, retrata a batalha de Termópilas(julgo ser assim a escrita) onde o rei Leónidas I e 300 dos seus Espartanos enfrentaram corajosamente o massivo exército persa. Apesar de derrotados até ao último guerreiro, as perdas persas e o exemplo Espartano conduziram os gregos, numa posterior batalha à vitória sobre Xerxes e a sua eventual expulsão de território grego. Mas enfim, isto só interessa a quem é parvo ou gosta de história. O que me leva a escrever este post é um assunto diferente. Independentemente da veracidade do filme, à uma situação, a páginas tantas, em que restam apenas um punhado de espartanos contra milhares de persas e Xerxes, o Imperador persa, apresenta a Leónidas uma proposta tentadora (isto parece mesmo novela " e aí surge Juliana, prima de Liferjerson, que se afirma filha de Leónidas apesar de ser sua amante...") Bom, a proposta era a seguinte: o Leónidas passava a ser rei não só de Esparta mas também de toda a Grécia, que com a ajuda dos persas seria conquistada; Esparta tornar-se-ia a cidade mais poderosa do sítio e os seus habitantes os mais ricos e mais poderosos, somente em troca da submissão perante Xerxes. Ora, para os que estão interessados, aquilo não pega, porque o Leónidas era um gajo mesmo forte e teimoso e desatou aos berros e morreu, ele e os amigos todos, mas que deu luta deu. Como já disse a sua coragem é de um valor tal que merece de facto ser recordada ao longo dos anos. Mas o que realmente interessa e se separa da situação concreta é: Apesar de todos os seus homens estarem dispostos a dar as suas vidas de livre vontade pelo seu rei, e aliás, serem felizes por isso; apesar de a honra da morte em combate ser o maior desejo de qualquer espartano e apesar de a sua coragem, honra, dignidade serem um motivo de orgulho para todos os gregos e homens em geral; terá sido justa a escolha do rei? Terá um líder o direito de submeter todo o seu povo à dor e tragédia para que os seus valores se comprovem e mantenham? Terá sido justo sacrificar 300 homens em troco de valores e moral, perante uma opção de riqueza e fortuna o resto da vida? E acima de tudo, não poderia Esparta ter-se destacado mais como rica e omnipotente perante todos os gregos do que como a bélica e corajosa que hoje recordamos?

A minha resposta é sim tem todo o direito e aliás dever. Os valores de um povo são o que o definem. Não o seu território, não a sua capital, não a sua comida ou costumes, não a sua bandeira ou hino, mas os valores e tradições por trás de todos o eles. Ceder -los perante a riqueza seria morte na mesma, pois Esparta perder-se-ia na mesma. E Leónidas é rei, e digno de tal nome, exactamente por ser o mais alto defensor desta verdade. Pois mesmo quando outros tremeram e sorriram perante esta proposta, ele manteve-se firme à sua pátria, sacrificando-a para a salvar. É claro, que ao abordar esta questão não falo do caso em particular mas do geral, e como tal, concluo que um líder deve manter-se firme aos valores que a sua pátria defende custe o que custar. E qualquer cidadão se deve felicitar por ter um Líder que o sacrifica pela sua Nação sem pestanejar. Um líder, um rei, um presidente, é acima de tudo, o símbolo da sua nação e como tal, deve agir sempre tendo em conta o que o seu país representa.

Deixo uma pergunta de um cariz diferente só a título de bónus: Sacrificar-me-ia pelos valores do meu país?

segunda-feira, abril 30, 2007

O escorpião

Não é que eu seja um grande fan. O homem até é simpático e tal e tem jeitinho para apresentar o programa, mas também parece um pouco um pateta alegre. Bom, não sei, não o conheço, deve ser um querido, um amor, uma adorável pessoa, não interessa para nada. O que interessa é que contou um história muito gira e muito profunda que vou tentar reproduzir aqui.

Então é assim: " Um escorpião chega a um riacho e quer passar para o outro lado. Se calhar é melhor designá-lo por lacrau, nome excepcionalmente escolhido e do português bonito que se fala pouco hoje em dia e que explica muito bem a personalidade do bicho. Bom! o escorpião/lacrau chega ao tal riacho e como não sabia nadar pediu ajuda a um sapo que por lá andava. Espantado, o sapo rapidamente rejeitou o pedido de ajuda, argumentando que seria morto mal houvesse hipótese por ser escorpião/lacrau . "Nãooooo! De modo algum caro amigo" disse o escorpião/lacrau "Como poderia eu matar-te se quero ir para o outro lado? Se te traísse a meio caminho, também morreria eu." e com estas palavras lá convenceu o sapo, que certo da vontade de sobrevivência do escorpião/lacrau permitiu-se ser trepado e lentamente começou a travessia. Contudo, a meio caminho, o escorpião/lacrau sem razão aparente ferra o sapo com o rabo. "Mas, assim, também morrerás!Porque me ferraste?"perguntou o sapo enquanto o veneno se espalhava, ao que o escorpião responde "Sou um escorpião..."

Ps. quando rodeados por fogo, os escorpiões suicidam-se.

segunda-feira, abril 16, 2007

Problema da Percepção

O maior mistério da Natureza : Como é que os homens do jardim zoológico distinguem os ursos?

Como é que eu reconheço o latido dos meus cães?

segunda-feira, abril 02, 2007

Problema de Ferreira

O meu amigo Aires Ferreira, certa noite, colocou-me uma questão que aqui apresento. O chamado problema de Ferreira. Imaginemos então que tal como sucede em filmes como o Matrix ou o Exterminador Implacável, as máquinas que no dia-a-dia usamos nos passam a dominar e fazem-no de tal forma que extinguem a raça humana restando apenas uma pequena porção do nosso adn. Contudo, estas mesmas máquinas prosseguem o seu desenvolvimento até um ponto onde conseguem possuir sentimentos, uma espécie de inteligência artificial, de tal forma, que experimentam o sentimento de saudade. Com isto, partem numa procura de renovação da espécie humana, isto é, procuram dar vida ao adn humano recriando assim o Homem, tratando-o no entanto de uma forma diferente da anterior. Um pouco, como nós tratamos os animais domésticos. A pergunta que se coloca é: durante o período de tempo em que os homens não passaram de um frasco de adn, o que fomos? Existiu humanidade? O que é eu forma e define humanidade?

Mas agora que me debruço sobre o tema, outra questão me surge: Seria melhor ou pior para as máquinas terem sentimentos? Isto é, se pudéssemos abdicar dos sentimentos, fá-lo-íamos?

terça-feira, março 27, 2007

Discussão sobre a omnisciência de Deus

Conversa entre um filósofo e um religioso num café de sábado à tarde sobre a omnisciência de Deus:

Filósofo: Das duas uma: ou Deus é omnisciente ou então a vida é uma teste. As duas simultaneamente não é possível, é ilógico! Senão vejamos: Se Deus é omnisciente então sabe tudo a todo o momento de todo o espaço e todo o tempo certo? E se assim é, neste preciso momento sabe precisamente se vais para o Inferno ou para o Céu e nada do que possas fazer, quer te apercebas disto ou não, mudará este destino, porque Deus sabe tudo. E mesmo que mudes drasticamente a tua vida em via desta percepção, não mudarás contudo o teu fado, visto que se o fizesses, Deus estaria errado e se mantemos o argumento de que é omnisciente tal não é possível. Posto isto, o mesmo acontece no instante em que pela primeira vez respiraste e chegaste a este mundo, instante esse em que eras virgem de espírito e nada podias fazer de bem ou mal, visto que não tens consciência. Assim, caso no momento da tua morte fosses parar ao Inferno, tal já estaria decidido no momento em que nasceste e sem qualquer culpa abriste os olhos pela primeira vez. É também de notar que se és como és, és-lo apenas porque Deus assim o quis e te fez de forma ao seu agrado. Consequentemente, se prosseguirmos o raciocino o que se comprova é que Deus deliberadamente no momento da tua criação decidiu criar um ente apenas destinado a arder no fogo infernal por toda a eternidade, isto é, Deus ter-te-ia criado com o único objectivo de sofreres eternamente. E assim, termino a minha argumentação concluindo que Deus, se existe, não pode ser omnisciente!

Religioso - Eh, Deus só não quer saber. Ele podia saber tudo, mas não quer, prefere deixar o suspense... É como se atirasse ao calhas.

E a tarde passou-se em silêncio.