Não é que eu seja um grande fan. O homem até é simpático e tal e tem jeitinho para apresentar o programa, mas também parece um pouco um pateta alegre. Bom, não sei, não o conheço, deve ser um querido, um amor, uma adorável pessoa, não interessa para nada. O que interessa é que contou um história muito gira e muito profunda que vou tentar reproduzir aqui.
Então é assim: " Um escorpião chega a um riacho e quer passar para o outro lado. Se calhar é melhor designá-lo por lacrau, nome excepcionalmente escolhido e do português bonito que se fala pouco hoje em dia e que explica muito bem a personalidade do bicho. Bom! o escorpião/lacrau chega ao tal riacho e como não sabia nadar pediu ajuda a um sapo que por lá andava. Espantado, o sapo rapidamente rejeitou o pedido de ajuda, argumentando que seria morto mal houvesse hipótese por ser escorpião/lacrau . "Nãooooo! De modo algum caro amigo" disse o escorpião/lacrau "Como poderia eu matar-te se quero ir para o outro lado? Se te traísse a meio caminho, também morreria eu." e com estas palavras lá convenceu o sapo, que certo da vontade de sobrevivência do escorpião/lacrau permitiu-se ser trepado e lentamente começou a travessia. Contudo, a meio caminho, o escorpião/lacrau sem razão aparente ferra o sapo com o rabo. "Mas, assim, também morrerás!Porque me ferraste?"perguntou o sapo enquanto o veneno se espalhava, ao que o escorpião responde "Sou um escorpião..."
Ps. quando rodeados por fogo, os escorpiões suicidam-se.
segunda-feira, abril 30, 2007
segunda-feira, abril 16, 2007
Problema da Percepção
O maior mistério da Natureza : Como é que os homens do jardim zoológico distinguem os ursos?
Como é que eu reconheço o latido dos meus cães?
Como é que eu reconheço o latido dos meus cães?
segunda-feira, abril 02, 2007
Problema de Ferreira
O meu amigo Aires Ferreira, certa noite, colocou-me uma questão que aqui apresento. O chamado problema de Ferreira. Imaginemos então que tal como sucede em filmes como o Matrix ou o Exterminador Implacável, as máquinas que no dia-a-dia usamos nos passam a dominar e fazem-no de tal forma que extinguem a raça humana restando apenas uma pequena porção do nosso adn. Contudo, estas mesmas máquinas prosseguem o seu desenvolvimento até um ponto onde conseguem possuir sentimentos, uma espécie de inteligência artificial, de tal forma, que experimentam o sentimento de saudade. Com isto, partem numa procura de renovação da espécie humana, isto é, procuram dar vida ao adn humano recriando assim o Homem, tratando-o no entanto de uma forma diferente da anterior. Um pouco, como nós tratamos os animais domésticos. A pergunta que se coloca é: durante o período de tempo em que os homens não passaram de um frasco de adn, o que fomos? Existiu humanidade? O que é eu forma e define humanidade?
Mas agora que me debruço sobre o tema, outra questão me surge: Seria melhor ou pior para as máquinas terem sentimentos? Isto é, se pudéssemos abdicar dos sentimentos, fá-lo-íamos?
Mas agora que me debruço sobre o tema, outra questão me surge: Seria melhor ou pior para as máquinas terem sentimentos? Isto é, se pudéssemos abdicar dos sentimentos, fá-lo-íamos?
terça-feira, março 27, 2007
Discussão sobre a omnisciência de Deus
Conversa entre um filósofo e um religioso num café de sábado à tarde sobre a omnisciência de Deus:
Filósofo: Das duas uma: ou Deus é omnisciente ou então a vida é uma teste. As duas simultaneamente não é possível, é ilógico! Senão vejamos: Se Deus é omnisciente então sabe tudo a todo o momento de todo o espaço e todo o tempo certo? E se assim é, neste preciso momento sabe precisamente se vais para o Inferno ou para o Céu e nada do que possas fazer, quer te apercebas disto ou não, mudará este destino, porque Deus sabe tudo. E mesmo que mudes drasticamente a tua vida em via desta percepção, não mudarás contudo o teu fado, visto que se o fizesses, Deus estaria errado e se mantemos o argumento de que é omnisciente tal não é possível. Posto isto, o mesmo acontece no instante em que pela primeira vez respiraste e chegaste a este mundo, instante esse em que eras virgem de espírito e nada podias fazer de bem ou mal, visto que não tens consciência. Assim, caso no momento da tua morte fosses parar ao Inferno, tal já estaria decidido no momento em que nasceste e sem qualquer culpa abriste os olhos pela primeira vez. É também de notar que se és como és, és-lo apenas porque Deus assim o quis e te fez de forma ao seu agrado. Consequentemente, se prosseguirmos o raciocino o que se comprova é que Deus deliberadamente no momento da tua criação decidiu criar um ente apenas destinado a arder no fogo infernal por toda a eternidade, isto é, Deus ter-te-ia criado com o único objectivo de sofreres eternamente. E assim, termino a minha argumentação concluindo que Deus, se existe, não pode ser omnisciente!
Religioso - Eh, Deus só não quer saber. Ele podia saber tudo, mas não quer, prefere deixar o suspense... É como se atirasse ao calhas.
E a tarde passou-se em silêncio.
Filósofo: Das duas uma: ou Deus é omnisciente ou então a vida é uma teste. As duas simultaneamente não é possível, é ilógico! Senão vejamos: Se Deus é omnisciente então sabe tudo a todo o momento de todo o espaço e todo o tempo certo? E se assim é, neste preciso momento sabe precisamente se vais para o Inferno ou para o Céu e nada do que possas fazer, quer te apercebas disto ou não, mudará este destino, porque Deus sabe tudo. E mesmo que mudes drasticamente a tua vida em via desta percepção, não mudarás contudo o teu fado, visto que se o fizesses, Deus estaria errado e se mantemos o argumento de que é omnisciente tal não é possível. Posto isto, o mesmo acontece no instante em que pela primeira vez respiraste e chegaste a este mundo, instante esse em que eras virgem de espírito e nada podias fazer de bem ou mal, visto que não tens consciência. Assim, caso no momento da tua morte fosses parar ao Inferno, tal já estaria decidido no momento em que nasceste e sem qualquer culpa abriste os olhos pela primeira vez. É também de notar que se és como és, és-lo apenas porque Deus assim o quis e te fez de forma ao seu agrado. Consequentemente, se prosseguirmos o raciocino o que se comprova é que Deus deliberadamente no momento da tua criação decidiu criar um ente apenas destinado a arder no fogo infernal por toda a eternidade, isto é, Deus ter-te-ia criado com o único objectivo de sofreres eternamente. E assim, termino a minha argumentação concluindo que Deus, se existe, não pode ser omnisciente!
Religioso - Eh, Deus só não quer saber. Ele podia saber tudo, mas não quer, prefere deixar o suspense... É como se atirasse ao calhas.
E a tarde passou-se em silêncio.
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